Ciências da Natureza

Questão de Ciência e sociedade · ENEM 2025

A icterícia é uma doença que acomete recém-nascidos e pode ser tratada com um método de fototerapia conhecido como banho de luz, que consiste na exposição do recém-nascido a uma fonte luminosa equipada com LEDs azuis. Para o monitoramento da dosagem dessa radiação, é utilizada a resposta óptica de um sensor constituído de materiais orgânicos que luminescem quando expostos à luz azul. Com o passar do tempo, essa radiação oxida os materiais do sensor, alterando sua coloração de vermelho-laranja para verde, o que indica o final do tratamento.

O gráfico apresenta o espectro de fotoluminescência do sensor em função do comprimento de onda da luz emitida no início do tratamento, quando o sensor, colado na fralda do bebê (Figura 1), luminesce na região do vermelho-laranja (∼600 nm). A Figura 2 apresenta a evolução da coloração do sensor, mostrando que a frequência da luz emitida por ele aumenta em função do tempo de exposição à luz azul.

Gráfico: eixo horizontal, comprimento de onda em nanômetros; vertical, fotoluminescência em unidades arbitrárias. A curva atinge cerca de 1,0 em 600 nanômetros e cai até perto de zero após 700. Abaixo, bebê sob luz azul, com sensor vermelho-alaranjado em forma de coração na fralda. Na sequência de cores, de baixo para cima: vermelho, 0 hora; laranja, 3 horas; amarelo-alaranjado, 6 horas; amarelo-esverdeado, 9 horas; verde, 12 horas. Setas para cima indicam aumento da frequência e do tempo de exposição.

SILVA, M. M. et al. Fabricação de sensor orgânico flexível para aplicação em terapia com luz azul. Tecnol. Metal. Mater. Miner., n. 3, jul.-set. 2011 (adaptado).

Os espectros de fotoluminescência do sensor no início e no final do tratamento estão esboçados no gráfico:

Fonte: INEP — ENEM 2025, 2º dia, caderno azul, questão 135

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